Club de Iretama

50 anos do homem na Lua e o Quadro Associativo: nada a ver?

Postado em: 01 de Setembro de 2019

Você sabia que Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na superfície da Lua em 20 de julho de 1969, há 50 anos, era rotariano honorário de Wapakoneta, Ohio ? Não estava sozinho: os astronautas Frank Borman, de Houston, Gordon Cooper, de Houston Space Center e Alan Shephard Jr, de Derry, New Hampshire, eram todos rotarianos honorários. Portanto, apesar de sonhar com a Lua, os rotarianos sempre mantiveram os pés na Terra.... Bem, nem sempre.

Conseguiríamos realizar essa proeza, hoje, em 2019? A tecnologia deu um salto, a capacidade de processamento dos computadores da Apolo 11 hoje provavelmente caberia num computador médio, o conhecimento estelar e planetário foi exponencializado. Mas e o fator humano e social?

Os jovens engenheiros “millennials” aceitariam o risco de algum erro e explodir o foguete, como ocorreu com a Apolo 1 em janeiro de 67? Confiaríamos nas equipes de trabalho atuais, com aversão ao risco e a gestões autoritárias ? Teríamos que montar equipes politicamente corretas? As mídias sociais não implodiriam o projeto diante do primeiro revés? O orçamento bilionário seria aprovado, num mundo com tantas necessidades prementes?

Mas, o diretor ensandeceu? O que isso tem a ver com o quadro associativo do Rotary?

O fato de que vários astronautas foram rotarianos é apenas sinal do prestígio que a instituição desfrutava junto a líderes comunitários, um bônus colateral. A mensagem é que, nos últimos 50 anos, a sociedade mudou visceralmente, e nós liderança temos que acompanhar essa tendência, agora em velocidade de escala geométrica, e não mais aritmética.

Se não sintonizarmos a frequência da mudança, não superaremos o desafio de fazer o Rotary crescer, do presidente Mark Maloney. No Brasil e na América do Sul, somamos 74 mil rotarianos, contra 81 mil em 2011. Perdemos dez por cento do quadro, ainda menos do que os EUA e Japão, que perderam 20% cada.

Qual a fórmula do crescimento?

Explorar os vazios rotários? Temos 3500 clubes na América do Sul, mas estamos presentes em menos de mil cidades.

Fundar clubes satélites? Há vários casos de sucesso em inúmeros distritos e parece ser uma alternativa à fórmula tradicional de clubes com exigência de frequência e periodicidade de reuniões.

Elevar o Rotaract? Uma injeção de ânimo parece ter tomado conta dos jovens, afinal reconhecidos oficialmente como parceiros presentes do Rotary, não mais um futuro indefinido que estimulava a deserção.

Talvez uma mescla de todos esses caminhos. Como diretor, vou liderar pelo exemplo, marcando presença em 18 seminários de quadro associativo até 7 de dezembro. Inclusive nos cinco distritos brasileiros que, por estarem entre 1100 e 1200 associados, sofrem com a perspectiva de novo redistritamento. Nossa tarefa é ajudar os distritos a superar, saudavelmente, a marca de 1300 associados até julho de 2020, e assim escapar da degola.

O que valeu para a NASA de 1969 que ainda vale para o Rotary de 2019 em nosso continente? O sentido de missão, de trabalho conjunto, de foco nos objetivos, de aceitação dos riscos, da superação dos reveses e do pessimismo. Essas serão nossas diretrizes. Não construiremos foguetes, mas conexões entre as pessoas para continuar nossa missão de fazer o bem para o mundo, para as comunidades, e para nós mesmos.

Mário César de Camargo - Diretor do Rotary International

 

 

 

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